A MULTIPLICAÇÃO DOS PAES E PEIXES - DEVOCIONAIS - ARTIGOS - Pr. Cicero M. Bezerra

A MULTIPLICAÇÃO DOS PAES E PEIXES - DEVOCIONAIS - ARTIGOS

Entrar

Menu

Usuários online

5 visitantes online (3 na seção: ARTIGOS)

Usuários: 0
Visitantes: 5

mais...

SmartSection is developed by The SmartFactory (http://www.smartfactory.ca), a division of INBOX Solutions (http://inboxinternational.com)
ARTIGOS > DEVOCIONAIS > A MULTIPLICAÇÃO DOS PAES E PEIXES
A MULTIPLICAÇÃO DOS PAES E PEIXES
A MULTIPLICAÇÃO DOS PAES E PEIXES
“Voltaram os apóstolos a presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado”(Marcos 6,30)Numa observação mais ampla do texto, percebe-se que Jesus tinha enviado os discípulos para uma tarefa evangelizadora...

A MULTIPLICAÇAO DOS PÃES E PEIXES
TEXTO MARCOS 6,30-44
“Voltaram os apóstolos a presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado”(Marcos 6,30)Numa observação mais ampla do texto, percebe-se que Jesus tinha enviado os discípulos para uma tarefa evangelizadora, nota-se no texto de “Marcos 6,7-13”,(Mt 10,5-15, Luc 9,16) após uma longa jornada de trabalho e testemunhos perante uma população carente e oprimida pelas estruturas da religião, e escravas do pecado; voltam para Jesus para relatar-lhe das experiências adquiridas no caminho, e o aprendizado obtido após tão exaustiva jornada. Voltaram os apóstolos a presença de Jesus; vale a pena considerar este texto, não numa perspectiva puramente, exegética, técnica e teológica, mas numa abordagem, bem popular, “Tupiniquim”, por assim dizer, tentando assimilar os ensinamentos de Jesus para com seu grupo de “alunos"( discípulos e seguidores).
Pode-se imaginar a alegria do grupo, ao relatar para seu mestre, que muitas das coisas que foram ensinadas por Ele, na verdade se tornaram realidade, esta alegria de poder colocar em prática, os princípios ensinados pelo mestre, na verdade promovia uma senso de realização muito forte entre os discípulos,( Marcos 6,30). Jesus observando; propõe, Vinde repousar um pouco, vamos para um lugar solitário. (Marcos 6.31) O mestre não perdia oportunidade para ensinar.
Repousar, eis um grande desafio para o cristão contemporâneo, que transfere sua espiritualidade para um ativismo desordenado, que desemboca em “stress, depressão, e tantas outras doenças típicas do homem moderno”. Não seremos aceitos por Deus, por tudo aquilo que fazemos, nossa aceitação depende da infinita graça de Deus que tem nos alcançado,( Gal 4,1-7); pela misericórdia do Senhor fomos agraciados pela obra de Cristo na cruz,(Rom 3,24-26) “Jesus morreu pelos pecados de toda humanidade, resolvendo assim o problema da culpa e da condenação eterna, basta acreditar.”( Rom 5,1-2) Estar num lugar a parte, tirar um tempo para refletir, abrir seu coração diante de Deus, esta é uma prática a ser observada e conquistada. Não é fácil parar. Só se para quando está esgotado, principalmente das atividades religiosas. Devemos prestar atenção no texto: Jesus chama os discípulos para não fazer nada, “para um lugar solitário”, precisamos ter este lugar, onde se isola das atividades rotineiras, para tornar-mos a nossa espiritualidade de acordo com nossa realidade existencial, percebe-se isto em Jesus, chama os discípulos a parte, para chama-los a razão: Apesar de todos os milagres, os sinais, as bênçãos, a alegria, a motivação, o trabalho, o desgaste; vocês ainda são humanos. Jesus praticava isto,(Marcos 6,46 9,2).Estar num lugar a parte é uma forma de encontramos com nossa humanidade, perceber que precisamos ser coerentes com nossa fé, não somos milagreiros, servimos a um Deus que faz milagres, na verdade somos apenas testemunhas dos grandes milagres de Deus. Parar. Significa reconhecer nossas limitações. Diferente daquele rapaz que disse: “Tenho tantas coisas para fazer na igreja, que não tenho tempo de ler a Bíblia.” Práticas como esta são comuns entre aqueles que servem a Deus. Quanto mais ativo, mas espiritual, Jesus apresenta uma proposta diferente desta, sua espiritualidade é construída a partir das atividades orientadas por Deus, juntamente com quietude do coração, e aquietamento da alma, para ouvir o que Deus tem para nos ensinar. (Marcos 9,2-8)
No lugar solitário, nos encontramos também com Jesus, nos adequamos aos propósitos do mestre, percebemos nossa pequenez, ouvimos as orientações do Senhor e nos alinhamos ao “seu projeto”( planos que Deus tem para a nossa vida que precisam ser identificados). O lugar solitário também é lugar de silêncio, vive-se em meio ao barulho, de toda espécie, as ruas agitadas, as músicas, o barulho do “Shopping”. Ao sair com sua família para jantar em algum centro de compras, chega-se ao ponto de não poder se conversar, devido a musica, de algum artista amador, tentando entreter um povo, com barulho, quando na verdade o que a maioria precisa é de muito silêncio. O barulho camufla nossas crises, estimula as drogas e todo tipo de atividades “desconexas”( ações que estão contra os princípios das Escrituras, como violência, embriaguez e outras semelhantes). Para muitos o silêncio incomoda, desligar-se de todas atividades rotineiras do barulho comum, exige-se um grande esforço. Preste atenção em você mesmo, quando sai de sua rotina agitada e barulhenta, aquele incomodo, os pés não param de balançar, as mãos a procura de algo para fazer, etc. Jesus está dizendo para os discípulos: Vamos parar um pouco e avaliar tudo o que tem acontecido, e tentar perceber orientações de Deus para os próximos passos. (Marcos 10,32)

“Muitos porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades e chegaram antes deles. ( Marcos 6,33)”Conviver com o assedio popular não é fácil, precisa se pensar a respeito desta questão, quantos envolvidos no ministério, começam como uma grande promessa, mas não sabem reagir da maneira correta, a respeito do assédio popular. Quando se trabalha no ministério cristão, ou participa de alguma forma dos milagres de Deus, precisa-se considerar algumas questões. A massa esta a procura de seus próprios interesses, na sua maioria chegam-se para Deus na espera de um milagre, de algum sinal, de algo que lhe seja favorável, não está-se pensando, num compromisso com o Senhor, em obedecer a Deus, a se relacionar com Deus de forma duradoura e compromissada, de acordo como estabelecido em sua palavra. A questão é mercantilista, busca pessoal de interesses, se der certo, tudo bem, caso não der, busca-se uma outra oportunidade, neste sentido aquele que está se relacionando com as massas, não pode se encantar com o assédio, precisa reconhecer suas limitações,(Marcos 9,33-37 10,42-45), saber que Deus, conhece o coração do ser humano, conscientizar-se que é apenas um instrumento para ser usado pelo Senhor. Jesus sabia conviver bem com esta situação. ( Marcos 10.1)
Na maioria das situações cabe ao discípulo, buscar “limites para sua atuação”( ajuda pessoal e orientação de pessoas mais experientes), se deixar a massa estabelecer padrões ou comportamentos, enfrentará sérios problemas neste sentido.(Marcos 7,15,18,19,20,21). Não se deixe levar pelos constantes assédios, se prepare para que estas questões não afetem sua vida pessoal, nem sua família ou ministério. Não se iluda, como disse um veterano pastor: “Estas mesmas pessoas que estão hoje estão te bajulando, em pouco tempo provavelmente estarão te amaldiçoando”
Jesus sabia trabalhar muito bem com as multidões, reconhecia que muitos deles estavam apenas, em busca de seus próprios interesses, percebe-se no ministério de Jesus, um impacto muito maior, com certos indivíduos do que com as multidões, somente em alguns casos específicos, ( como no texto analisado), que Jesus interage com um grupo maior. Muitos que vieram até Jesus não tiveram suas graças alcançadas, Ele era consciente disto. Fica uma séria lição a respeito deste aspecto do texto. O trabalho com as multidões é fascinante, mas ao mesmo tempo, corre-se o risco de envaidecesse,(Marcos 7,21-23)(Marcos 12,38-40). avaliar o que está se fazendo, não pela qualidade de vida e relacionamento com Deus, mas pela quantidade de pessoas que estão sendo alcançadas de alguma forma.
Não é o numero de pessoas que conta, mas a qualidade de vida que a mensagem do evangelho tem produzido na vida delas. Numa determinada situação um pastor estava passando por uma séria crise de relacionamentos com um companheiro de ministério, várias tentativas foram feitas para resolver a situação, mas os dois permaneciam irreconciliáveis. Por incrível que pareça, um dos pareceres a respeito da questão era o seguinte: “A igreja deles está crescendo, muitos estão, chegando a Jesus através deles”. Triste constatação! Alguém que não consegue se relacionar com seu próximo. “ Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si.”( I João 3,15). As escrituras são diretas neste sentido, mas se avaliarmos pelo que está acontecendo com as “massas” ( multidão, termo sociológico para relacionar grande quantidade de pessoas, ou movimentos de determinados grupos, A multidão, o povo, reunião de muita gente. Conjunto de indivíduos não delimitado pelas classificações tradicionais (família, classe), mas definido por um objetivo visado por certas atividades. S. f. 1. Ajuntamento de gente. 2. A população. 3. O povo.
Jesus tinha este entendimento por isso tenta passar para os discípulos alguns princípios a este respeito e no decorrer dos tempos, estas normas permanecem para tirarmos delas as lições necessárias. (Marcos 3,7-12).
Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não tem pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas. ( Marcos 6,34). A principio a palavra que se destaca no texto é: “Compadeceu-se” Ter compaixão de. 2. Tr. dir. Inspirar compaixão em. 3. Pron. Participar dos sofrimentos alheios; condoer-se. Sentir na carne o que o outro está passando, entender os sofrimentos alheios. Conheço um casal de queridos irmãos, que num determinado tempo de sua vida, adotaram um menina, deram a ela todo carinho e tratamento que uma boa família pode dar, ensinando os caminhos do Senhor, e convivendo como uma família nas sua normalidade, certa ocasião a menina ficou doente, uma luta desmedida, para tentar saber da enfermidade, tudo em vão, em poucos dias foi constatado um terrível câncer que, acabou com a vida de uma menina de 16 anos. Que dor! Tanto sofrimento de alguém que escolheu amar e foi interrompido por uma tragédia no meio do caminho.
Ao lermos um relato assim por mais comovidos que fiquemos não podemos sentir exatamente o que este casal sentiu com a perda de uma menina de 16 anos, na flor da idade. Outro dia ao ministrar uma palestra, um casal me procurou par conversar sobre a perda de um filho, perto de 25 anos, estava se formando em medicina, num terrível acidente , perdeu a vida. Triste dor, que passou esta família. Jesus consegue sentir exatamente o que este povo estava passando. “Ele se compadece” ( Sente o que estavam sentido). Ao ponto de interromper um tempo que estava programado para os apóstolos, interrompe e da atenção ao povo. Está ai uma grande busca.
Precisamos sentir o que os outros estão sentindo. John Stott disse: “A pobreza deve sempre nos incomodar”. Folha de São Paulo, Pobreza Cresce 12% na AL, afirma Cepal,2000.Da Redação Existem no Brasil entre 15 e 30 pessoas a cada 100 em Estado de completa pobreza. Na América Latina, o número De pobres aumentou 12% nos últimos dois anos em decorrência dos efeitos da crise asiática. É o que informa a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina). No biênio 98/99 os pobres na região aumentaram de 200 milhões para 224 milhões. Entre 1990 e 1997, a pobreza na América Latina havia Diminuído cinco pontos percentuais – de 41% para 36%-, mas A ocorrência da crise nos mercados asiáticos inverteu a Tendência. Esses dados foram divulgados pelo próprio organismo, que Abriga até hoje, em Santiago (Chile), a Segunda Conferência Regional de Continuação da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social. O índice de pobreza no Brasil é comparável ao obtido por Chile, Costa Rica e Panamá. A situação é ainda pior na Bolívia, Equador, Honduras e Nicarágua, onde a cada 100 Pessoas, mais da metade está situação de pobreza absoluta. Argentina e Uruguai são os países em melhor condição, nos quais o índice não chega a 15%.
Não podemos nos conformar com aquele menino cheirando cola nas ruas das grandes cidades, aquele outro pedindo ajuda nas sinaleiras ou esquinas , a exploração e prostituição de menores, a violência que reina nas cidades, a insegurança da população, os abusos praticados pelas autoridades que buscam apenas seus próprios interesses. Somente quando nos compadecermos poderemos fazer alguma coisa para mudar esta situação, “no momento Jesus passou a ensinar-lhes”. Precisamos anunciar, ensinar, proclamar, dizer para nossos queridos irmãos que existe uma saída. Não adianta assumirmos uma postura critica e isolada da sociedade, ( como cristãos temos esta tendência, em nome da religião, nos afastamos totalmente destes problemas e os reputamos como “Mundanos”, e nos esforçamos ao máximo para não sermos contaminados). Precisamos entender que as mazelas praticadas, nos afetam, as prostitutas são brasileiras iguais a nós, o menino que cheira cola é nosso compatriota(Marcos 9,33-37), a violência praticada, os assaltos, são realizados, por patrícios nossos, vivemos na mesma pátria, devemos buscar alternativas que solucionar estas questões, nossa tendência e esperar pelo governo, devemos nos lembrar que o governo está tentando buscar alternativas dentre a própria sociedade, atualmente os grandes impactos sociais são causados por “ONGS”, (organizações não governamentais), que buscam alternativas as vezes pequenas mais significativas. Conheço um casal de irmãos que por iniciativa própria, resolveram adotar 54 crianças, abandonadas e sofridas. Atividades assim que irão fazer grande diferença numa sociedade que carece de orientação.
Outro aspecto que se ressalta no texto, compadecido Jesus percebe a multidão como ovelhas que não tem pastor. Novamente passa a lhes ensinar muitas coisas. Isto nos leva a considerar a crise da igreja. Falar das dificuldades da igreja no decorrer dos tempos, não é novo, percebe-se nesta situação que as estruturas religiosas da época estavam, preocupados em manter-se em funcionamento(Marcos11,15-19),sem levar em consideração as necessidades do povo. Fome, pobreza, doenças, tormentos, dificuldades sem fim, que não eram consideradas por aqueles que de certa maneira poderiam fazer alguma coisa para ajudar.
Voltando para uma reflexão contemporânea, percebe-se na igreja, alguns aspectos de sua crise atual. Existe uma crise de modelo na igreja. Seus programas na maioria das vezes tenta se formular, como determinados programas de televisão, repete a formula do entretenimento, não existe atividades que envolvam as pessoas, nos aspectos familiares, profissionais, religiosos, lazer, toda sua rotina religiosa é construída para que as pessoas tenham alguma coisa para fazer aos finais de semana. Os cultos são oportunidades onde determinados artistas, tanto da palavra ( através do discurso), quando da música( através do louvor), quanto e outras atividades que geralmente fazer parte do culto cristão.
Outra questão a respeito da crise atual diz respeito ao conteúdo apresentado nos cultos cristãos. A pregação da palavra, toma o rumo do entretenimento, diversão, com boas piadas, uma fala que agrada ao ouvinte, oferecendo a ele, apenas algo que lhe apraz, não confrontando o pecado, não desafiando com respeito as necessidades atuais. A pregação do evangelho, deve constranger,(Marcos 8,34-38) deve mexer com as estruturas do indivíduo, alguém já disse: “Devemos sempre chegar até a palavra de Deus, como devedores”. Uma mensagem que não confronta o pecado, deixa a desejar. Outro destaque, passamos por uma crise ética. O procedimento de pessoas ligadas as estruturas religiosas, tem servido de escândalo para o evangelho. Percebe-se que isto não é novo, mas por outro lado não podemos nos acomodar com esta situação, determinados indivíduos usando as estruturas religiosas em detrimento próprio,(Marcos12,38-40) comportamentos escandalosos, conchavos políticos em nome da igreja, podemos citar vários aspectos desta crise, mas a constatação é publica, pretende-se ficar por aqui neste sentido.
Ressalta-se a crise teológica. Uma mensagem que promete o que na verdade não pode cumprir, nem todo os que seguirem a Jesus serão ricos, não se tem nenhuma prevenção contra o sofrimento, o evangelho não apresenta um modelo de vida fácil, como tem sido pregado, muito pelo contrário. “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim , a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder sua vida por minha causa, esse a salvará”.( Luc 9,23-24). Este é o modelo de evangelho pregado por Jesus, diverge em muito do conteúdo apresentado em alguns segmentos da Igreja Crista.(Marcos 13,1-13).
Não se pretende apresentar as questões da igreja somente como critica ou algo assim parecido, na verdade esta igreja que ai está é a igreja que fazemos parte, e a igreja de Cristo. Precisamos isto sim, achar caminhos para mudar esta situação, praticar os princípios do corpo, nos ajuntamos para conversar sobre a igreja e tentar achar caminhos para que possamos desenvolver uma proposta adequada para as situações contemporânea, procurar aprender com quem tem descoberto algumas pistas, abrir o coração para que Deus através de seu Espirito nos dirija neste sentido. Por outro lado existe um bom grupo de irmãos que estão empenhados em levar a situação a sério e tem realizado um bom trabalho. Gosto do que disse Valdir Steuernargel: “Precisamos trabalhar na perspectiva do grão de mostarda”. Começar pequeno, trabalho pequeno, pequenos frutos que no seu devido tempo, formarão uma grande árvore. Precisamos Ter humildade para começar, e nem sempre teremos as multidões nos acompanhando, devemos estar certo que ao apresentarmos uma mensagem genuína do evangelho, muitos se afastarão, porque não terem compromissos mas sérios com respeito a vida cristã.(Marcos 6,1-6)
“Em declinando a tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: É deserto este lugar e avançada a hora; despede-os para que, passando pelos campos e pelas aldeias, comprem para si o que comer. Porém ele lhes respondeu: Dai-lhes vós mesmos o que comer. Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? E Ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes. Então Jesus lhes ordenou que todos sentassem, em grupos, sobre a relva verde. E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinqüenta em cinqüenta. Tomando eles os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que distribuíssem; e, por todos repartiu também os dois peixes. Todos comeram e se fartaram ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e peixe. Os que comeram dos pães eram cinco mil homens”. ( Marcos 6,35-44)
Não se pretende entrar nos aspectos técnicos do texto, mas uma constatação deve ser feita o milagre ocorreu. Jesus realiza milagres, ontem, hoje e sempre. Para nosso entendimento pode-se dizer: “Os milagres acontecem para aqueles que crêem”. Nesta situação o necessário era, comida para o povo, cansado e com fome, também Jesus usa as questões para ensinar para o discípulos, a confiar em Deus, a estar preceptivos para os milagres, precisamos desenvolver uma atitude de fé,(Marcos 11,20-26) precisamos constantemente estar a espera de um milagre(Marcos 6,45-52), as estruturas da religião contemporânea, tem anulado o milagre, devido ao fato de tudo girar em torno do ser humano, o homem não pode fazer milagres. Por definição, milagre é algo contrário a natureza.(s. m. 1. Fato que se atribui a uma causa sobrenatural. 2. Teol. Algo de difícil e insólito, que ultrapassa o poder da natureza e a previsão dos espectadores (Santo Tomás). 3. Coisa admirável pela sua grandeza ou perfeição; maravilha. 4. Fato que, pela raridade, causa grande admiração. 5. Intervenção sobrenatural. 6. Efeito cuja causa escapa à razão humana.) Algo fora do comum, como por exemplo, multiplicar pães e peixes, andar sobre as águas, curar um cego de nascença, libertar um possesso por demônios que vivia em um cemitério, ressuscitar os mortos, como no caso de Lázaro, fatos que podem ser constatados na vida de Jesus. (Marcos 7,31-37) (Marcos 9,14-29).
Esperar pelo milagre é fortalecer a confiança em Deus, quantas são as situações cotidianas que dependemos de um milagre, Deus ainda faz milagres, precisamos entender isto, pessoas ainda são curadas, situações são mudadas, a intervenção Divina é uma realidade. Por incrível que pareça, o milagre resulta de comunhão e obediência a Deus, não através de trocas ou de um ativismo religioso desregrado.(Marcos 10,46,52)(Marcos 16,1-8)
Para concluir, percebe-se a riqueza deste texto, um chamado a espiritualidade, uma busca ao equilíbrio, o perigo das massas, o encanto e o fascínio da exaltação humana, a necessidade de compaixão, precisamos estar impactados com a fome, a pobreza e o sofrimento, de nossa gente, a crise da igreja não é nova, nós somos a igreja, a necessidade de adequarmos a mensagem do evangelho aos princípios ensinados por Jesus. Os milagres ainda acontecem porque o Deus que os realiza vive hoje e para sempre.

Cicero Bezerra

Navegue pelos artigos
Artigo prévio A GRAÇA SEM LIMITES A surpresa da Morte Próximo artigo
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
Powered by Aleluiahost 2009 The XOOPS Project
theme design by naslenas.com